O mundo do futebol testemunhou um dos capítulos mais dramáticos das Eliminatórias com a classificação da Bósnia e Herzegovina para a Copa do Mundo de 2026. Em uma noite histórica na cidade de Zenica, a seleção balcânica superou a tradição da Itália na repescagem europeia, garantindo sua segunda participação no torneio da FIFA. O grito de “me levem para a América”, entoado por milhares de torcedores, tornou-se realidade após uma disputa de pênaltis tensa, que deixou a Azzurra de fora da competição pela terceira vez consecutiva.
A trajetória da Bósnia nesta repescagem foi um teste de nervos. Antes da final contra os italianos, a equipe já havia passado pelo País de Gales, também nas penalidades, em Cardiff. Na decisão contra a Itália, o placar de 1 a 1 no tempo regulamentar — com gol de Haris Tabakovic — levou a decisão para a marca do cal. O jovem Esmir Bajraktarevic foi o grande herói ao converter a cobrança final contra Gianluigi Donnarumma, após erros cruciais dos italianos Pio Esposito e Bryan Cristante.
Grupos e datas
Com a vaga assegurada, a FIFA já definiu o cronograma da Bósnia no Grupo B, onde enfrentará desafios em três sedes diferentes na América do Norte. A equipe estreia contra um dos anfitriões e encerra a fase de grupos nos Estados Unidos. Confira as datas e locais (horários de Brasília):
- 1ª Rodada: Canadá x Bósnia – 12 de junho, às 16h – Toronto (Canadá);
- 2ª Rodada: Suíça x Bósnia – 18 de junho, às 16h – Los Angeles (EUA);
- 3ª Rodada: Bósnia x Panamá – 24 de junho, às 16h – Seattle (EUA).
O comando técnico da Bósnia traz uma das figuras mais emblemáticas do futebol balcânico: Sergej Barbarez. Aos 54 anos e em sua primeira experiência real como treinador, o ex-camisa 10 e jogador profissional de pôquer implementou um esquema 4-4-2 eficiente. Durante as eliminatórias, o time somou 17 pontos em 8 jogos, contando com o faro de gol do capitão Edin Dzeko, que balançou as redes seis vezes na campanha e busca se isolar como o maior recordista do país em Mundiais.
Edições anteriores
Historicamente, esta será a segunda vez que a seleção disputa a Copa, sendo a primeira em 2014, no Brasil. Naquela ocasião, nomes como Miralem Pjanic e o próprio Dzeko lideraram a “geração de ouro” em uma campanha que terminou na fase de grupos, mas incluiu uma vitória marcante sobre o Irã. Agora, com a ascensão de talentos como Kerim Alajbegovic e o protagonismo de Dzeko, a Bósnia chega ao Mundial com a ambição de superar seu passado e alcançar o mata-mata pela primeira vez.
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