O Botafogo dificilmente segurará Danilo após a Copa do Mundo, já que a crise financeira obriga o clube a negociar seu principal craque. Destaque absoluto da temporada com dez gols e três assistências, o volante de 24 anos despertou o interesse concreto de Palmeiras, Fulham (Inglaterra) e Zenit (Rússia). Embora o jogador tenha optado por ficar no Rio de Janeiro no início de 2026 para garantir sua convocação para o Mundial, a janela de transferências do meio do ano deve marcar o desfecho de sua trajetória no Glorioso.
O mercado europeu já sinalizou com valores que podem injetar fôlego no caixa alvinegro. O Fulham, da Premier League, estuda investir 30 milhões de euros — sendo 22 milhões fixos e 8 milhões em bônus por metas —, enquanto o Zenit propõe os mesmos 30 milhões, mas com uma fatia fixa maior, de 25 milhões de euros. O Palmeiras também monitora a situação e estaria disposto a igualar o montante para repatriar o atleta, embora a diretoria sofra resistência interna para reforçar um rival direto no Brasil, deixando a decisão final nas mãos de Danilo.
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Bastidores conturbados e a crise financeira no Alvinegro
Apesar do brilho em campo, a relação entre o estafe do volante e a diretoria passou por momentos de tensão em janeiro. O atraso no pagamento de direitos de imagem quase resultou em uma rescisão contratual, o que forçou o clube a regularizar as pendências de todo o elenco. Além disso, o projeto esportivo apresentado inicialmente a Danilo, que previa briga constante por títulos, esbarrou na instabilidade financeira da SAF, gerando incertezas que hoje pesam favoravelmente a uma transferência para o exterior.
Vale lembrar que o meio-campista quase deixou General Severiano no começo da temporada rumo ao Nottingham Forest. Na ocasião, John Textor conduziu pessoalmente as tratativas por 19 milhões de euros, mas a Justiça impediu que a SAF negociasse atletas sem autorização do clube social, travando a operação que também envolveria o jogador Montoro. Agora, no auge e prestes a disputar a Copa do Mundo, Danilo é visto como o principal ativo para quitar dívidas — incluindo os 20 milhões de euros que o próprio Botafogo ainda deve ao clube inglês pela sua compra original.
