A Seleção Brasileira sofreu um golpe devastador nesta segunda-feira, 27, com a confirmação de que o zagueiro Éder Militão passará por cirurgia e está oficialmente fora da Copa do Mundo de 2026. O defensor do Real Madrid sofreu uma lesão muscular na coxa esquerda durante o duelo contra o Alavés e, após avaliação médica na Finlândia, optou pelo procedimento invasivo em vez de um tratamento conservador. A escolha, embora prive o atleta de disputar o Mundial que começa em menos de 50 dias, visa garantir a estabilidade física de sua carreira a longo prazo, evitando riscos iminentes de novas recaídas.
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Segundo informações do jornal Marca, existia a possibilidade de um tratamento alternativo que duraria apenas cinco semanas, o que colocaria o atleta à disposição de Carlo Ancelotti para a estreia do Brasil. No entanto, o histórico médico recente pesou na balança para Militão. O jogador decidiu pela segurança e enfrentará um afastamento estimado em cinco meses, recusando-se a arriscar uma lesão ainda mais grave durante o torneio nos Estados Unidos, México e Canadá.
O drama impressiona pelos números negativos acumulados recentemente. Esta é a terceira lesão muscular de Militão apenas na atual temporada, período em que ele mal conseguiu completar 20 partidas. O histórico revela um atleta castigado: desde a última Copa no Catar, o zagueiro enfrentou sete lesões diferentes e somou cerca de 700 dias no departamento médico, onde já superou duas rupturas de ligamento cruzado anterior (nos dois joelhos) entre 2023 e 2025, perdendo o equivalente a duas temporadas completas.
Impacto nos planos de Carlo Ancelotti
A ausência do defensor desestabiliza o planejamento estratégico da comissão técnica brasileira para o Mundial. Ancelotti, que conta com a confiança total em Militão desde os tempos de Real Madrid, via no zagueiro uma peça versátil capaz de atuar tanto no miolo de zaga quanto na lateral-direita, posição que segue sem um titular absoluto.
