O zagueiro Freytes vive um processo de virada no Fluminense. Após um começo de temporada marcado por falhas e vaias da torcida no Maracanã, o defensor de 26 anos passou a lidar com a pressão de forma diferente, com foco no trabalho mental e apoio psicológico.
Antes alvo constante de críticas, Freytes começa a mudar a percepção dentro de campo. Em meio a atuações mais seguras, já tem recebido aplausos em alguns momentos, se tornando um símbolo de resiliência no elenco. Após a vitória sobre a Chapecoense, o jogador falou abertamente sobre como lidou com o período de pressão e destacou a importância da saúde mental no processo.
“Não foi um grande problema (receber críticas). Dentro de campo o jogador não pensa, tento focar no meu trabalho. Às vezes tenho erros, às vezes tenho acertos. Mas isso não me faz mais ou menos jogador. Creio e confio que tem que trabalhar, que o mental tem que estar bem. É bom esquecer rede social, tem muita gente que não quer o melhor. Tem que trabalhar e confiar. Fui apoiado pelo Zubeldía, pelos companheiros, pela diretoria… isso me ajudou muito”, disse.
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Freytes revelou ainda que contou com acompanhamento psicológico para atravessar o momento difícil: “É difícil, são muitas coisas. Tive muito apoio na minha casa, no clube… Não é fácil para nenhum jogador ser criticado e vaiado. Creio que o mais importante é trabalhar. Trabalhei muito junto com meu psicólogo, me ajudou em muitas coisas”.
O caso do zagueiro reforça um tema cada vez mais presente no futebol: o impacto da pressão externa na saúde mental dos atletas. Em um ambiente de alta cobrança, saber lidar com críticas e manter o equilíbrio emocional pode ser determinante para a recuperação dentro de campo.
