A volta de Neymar aos gramados com regularidade física deveria ser motivo de festa, mas a atual sequência do craque tem entregado mais frustrações do que gols. Nesta quarta-feira, 22, o camisa 10 completou o seu quarto jogo consecutivo como titular num intervalo de apenas 11 dias, marca que não atingia desde agosto de 2025. Apesar de estar recuperado fisicamente, o desempenho técnico sob o comando de Cuca preocupa, especialmente com a convocação de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo a menos de um mês de distância.
Mesmo atuando os 360 minutos da série recente na Vila Belmiro, o aproveitamento do Santos foi abaixo do esperado, com apenas uma vitória, dois empates e uma derrota. No empate sem gols contra o Coritiba pela Taça do Brasil, o capitão santista pouco produziu, repetindo a atuação apagada da derrota para o Fluminense no último domingo. O único brilho solitário de Neymar nesse período foi um gol marcado contra a equipe reserva do Recoleta, do Paraguai, pela Sul-Americana, insuficiente para garantir a vitória nesta ocasião.
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A falta de gols não é o único problema, já que o astro tem chamado mais a atenção pelas confusões do que pelo futebol. O atacante recebeu mais cartões amarelos (dois) do que participou em gols (um) e colecionou atritos com a bancada. Após o duelo contra o Recoleta, Neymar chegou a discutir com um torcedor, mandando-o calar a boca.
O estopim foi um gesto do craque na saída de campo após a derrota para o Fluminense: ele foi flagrado com as mãos nas orelhas enquanto era alvo de protestos das arquibancadas. Para os torcedores, o ato foi uma provocação direta. Já no último jogo contra o Coritiba, sob fortes vaias e gritos de “equipe sem vergonha”, o atleta optou por deixar o campo de cabeça baixa.
Os dados levantados pelo Sofascore traduzem a fase instável do jogador. Historicamente dominante no drible, o craque acertou apenas 30% das tentativas nessa sequência. Além disso, a eficiência nos cruzamentos foi de apenas 24% e a conversão de chances claras fixou-se nos 33%. Com uma média de apenas 0,8 finalizações por partida, o desempenho de Neymar precisará de uma reviravolta imediata para que o sonho da convocação para o Mundial não se torne um pesadelo nas próximas semanas.