O sonho de disputar a terceira Copa do Mundo consecutiva continua para Gabriel Jesus, mesmo que o atacante do Arsenal ainda não tenha recebido o chamado de Carlo Ancelotti. Em entrevista exclusiva ao ge, o jogador de 29 anos abriu o jogo sobre o seu momento atual na Inglaterra e a distância da Amarelinha. Consciente de que a falta de minutos no clube londrino é o seu maior obstáculo, o atleta ressaltou que sua história com a camisa do Brasil e sua capacidade técnica o mantêm vivo na disputa por uma vaga no Mundial de 2026.
A ausência nas convocações recentes não abalou a confiança do centroavante, que reconhece a ascensão de novos concorrentes, mas confia em seu diferencial técnico. “Acredito até o final, se pintar uma chance, o meu nome vai estar sempre ali no radar. Obviamente que, como eu disse, tem que jogar no clube, tem que performar, tem que fazer por merecer estar lá”, admitiu o jogador. Para retomar seu espaço, Gabriel aposta na versatilidade de atuar tanto centralizado quanto pelas pontas, característica que acredita ser um trunfo para o esquema tático de Ancelotti, treinador que ele já enfrentou diversas vezes na Europa.
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Questionado sobre as críticas que recebeu em Mundiais anteriores, o atacante demonstrou ter evoluído na compreensão de seu papel em campo. “A pessoa que veste o 9 da Seleção Brasileira, o primeiro foco tem que ser fazer gol e não outros focos. Então acho que isso que eu aprendi, isso que eu levo hoje”, explicou. Com a experiência de quem disputou as Copas de 2018 e 2022, Gabriel Jesus busca agora aliar a criação de jogadas com a frieza necessária para balançar as redes e silenciar os críticos.
A motivação também encontra raízes em sua origem humilde no Jardim Peri, lembrando a icônica foto em que aparecia pintando a rua para a Copa de 2014, antes de se tornar profissional. “Representa isso, alguém que buscou vencer na vida sem passar por cima de ninguém. Sempre tive muita vontade de fazer acontecer as coisas”, finalizou o atacante.
