O técnico Cuca não escondeu a frustração, mas saiu em defesa de suas principais estrelas após o empate por 1 a 1 entre Santos e Deportivo Recoleta, nesta terça-feira, 14. Em plena Vila Belmiro e no dia do aniversário do clube, o comandante viu Gabigol sair sob vaias e Neymar protagonizar uma discussão acalorada com torcedores nas cadeiras sociais. Para o treinador, as reações são fruto direto da insatisfação com o placar final e não um desrespeito à instituição.
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Durante a entrevista coletiva, o treinador foi enfático ao separar o desempenho técnico da equipe do desfecho da partida. “O jogo não foi feio. O resultado foi feio. O jogo foi uma supremacia total”, analisou o técnico, destacando que o time teve 80% de posse de bola e inúmeras chances desperdiçadas. Sobre o episódio envolvendo Neymar, Cuca pregou cautela: “Bater boca com o torcedor ou sair sorrindo é porque não estão satisfeitos. Se eu abrir críticas para um ou para outro, vou perder o que estou construindo. Internamente, vou cobrar. Aqui para fora, não”.
Para o experiente comandante, a fúria das arquibancadas contra Neymar e o restante do grupo reflete um histórico de sofrimento do torcedor santista, que transbordou nesta rodada da Sul-Americana. “Essa cobrança não vem do jogo de hoje. Se estivesse tudo em dia, o torcedor entenderia que foi um dia ruim. Mas isso é um acumulado”, explicou.
Reabilitação e sequência no Brasileirão
Sem tempo para lamentações, o foco agora volta-se para a recuperação imediata na temporada. O Peixe precisa transformar o volume de jogo em gols para acalmar os ânimos e sair da lanterna do Grupo D. “Não tem muito o que explicar. É trabalhar, ter confiança. Não é possível criar tanto quanto estamos criando. Tem que botar a bola no gol”, disparou o técnico.
A resposta que a torcida espera deve vir já neste domingo, 19, quando o Santos enfrenta o Fluminense, às 16h, na Vila Belmiro.
