O clima no Santos ganhou contornos dramáticos após a derrota na estreia da Sul-Americana, mas o foco divergiu do campo para os cofres do clube. Logo após o revés por 1 a 0 diante do Deportivo Cuenca, na última quarta-feira, 8, o técnico Cuca minimizou os problemas financeiros que assolam a diretoria. O comandante buscou blindar a gestão, explicando que o dinheiro destinado aos atletas do Santos precisou ser desviado para sanar o transfer ban da Fifa, permitindo que a equipe seguisse ativa nas janelas de transferências internacionais.
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Bastidores e situação financeira no Santos
Mesmo com o pagamento de parte dos valores horas antes da partida, o incômodo no elenco é real e gerou reuniões de emergência entre as lideranças e a cúpula alvinegra. Durante a entrevista, o técnico reforçou a necessidade de manter o equilíbrio interno: “Não é o normal, mas também não é o fim do mundo. Temos que saber conviver com isso, passar voto de confiança para os diretores e presidente”. Atualmente, o clube quitou os salários CLT e um dos meses de imagem, mas uma nova parcela deve vencer no próximo dia 20 de abril.
A saúde financeira do clube recebeu um fôlego com a venda do lateral Souza para o Tottenham por 15 milhões de euros, mas o montante teve destino carimbado. Grande parte do valor foi utilizado para quitar os 2,67 milhões de euros devidos ao Arouca, de Portugal, referentes à contratação de João Basso. Cuca defendeu a prioridade da cúpula do Peixe, afirmando que o pagamento era vital para que o clube não ficasse impedido de trabalhar no mercado.
Agora, o time foca na recuperação dentro de campo, já que amarga a lanterna do Grupo D da Sul-Americana. O próximo compromisso será contra o Atlético-MG, neste sábado, 11, pelo Brasileirão, seguido pelo duelo decisivo contra o Deportivo Recoleta-PAR, na terça-feira, 14.