O zagueiro Arboleda vive seu momento de maior tensão no São Paulo após faltar à apresentação de sexta-feira, 3, e viajar ao Equador sem comunicado oficial. O defensor, que é o atleta mais longevo do atual elenco, não apareceu para a concentração do duelo contra o Cruzeiro, no sábado, 4, deixando a comissão técnica e a diretoria sem respostas. A cúpula tricolor agora analisa medidas drásticas, incluindo uma possível demissão por justa causa, já que o jogador permanece totalmente incomunicável.
O técnico Roger Machado não escondeu o desconforto com a situação e confirmou que o caso foi entregue ao departamento jurídico do clube. “Na verdade, a gente tem pouco a falar, o Arboleda estava convocado, não veio na apresentação e foi cortado. A partir daí, a gente direcionou o caso para a direção”, desabafou o treinador após a goleada sobre o time mineiro. O comandante ressaltou que houve preocupação inicial com a segurança do atleta, mas a falta de retorno às tentativas de contato mudou o tom da conversa internamente.
A insatisfação do zagueiro pode estar ligada à perda drástica de espaço desde a troca no comando técnico. Diferente da era Hernán Crespo, o equatoriano soma menos de 50 minutos em campo com Roger Machado, tendo participado apenas das retas finais contra Chapecoense e Red Bull Bragantino. Além disso, o fato de a diretoria ter barrado sondagens recentes de Vasco e Internacional teria aumentado o desgaste entre o jogador e os dirigentes no Morumbi, motivando o comportamento recente. Em nota, o São Paulo notificou Arboleda para que o zagueiro se apresente em até 24 horas, sob risco de punições graves.
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Desfalque na Sul-Americana e futuro incerto no Morumbi
Enquanto o departamento jurídico estuda a rescisão ou uma punição severa, o time se prepara para compromissos decisivos sem o seu antigo pilar defensivo. É certo que Arboleda não participará da estreia na Copa Sul-Americana, na próxima terça-feira, 7, contra o Boston River. O clube mantém a cautela para evitar brechas legais, mas a postura do atleta, que já havia recebido liberação para tratar de temas pessoais em fevereiro, desta vez é vista como uma quebra grave de hierarquia. A ausência de respostas nas mensagens e chamadas — que caem direto na caixa postal — indica um rompimento difícil de ser costurado.