A Seleção Italiana aposta todas as suas fichas na contratação de Pep Guardiola para encerrar o maior período de trevas de sua história. Após a traumática eliminação na repescagem para a Bósnia, que selou a ausência da Azzurra em seu terceiro Mundial consecutivo, a permanência de Gennaro Gattuso tornou-se insustentável. A Federação Italiana de Futebol (FIGC) agora enxerga no atual comandante do Manchester City a figura messiânica capaz de promover a mudança tática necessária para devolver o protagonismo ao país.
Embora seja o grande sonho de consumo, a operação para concretizar a contratação é tratada como um “quebra-cabeça de luxo” pela imprensa europeia. O treinador espanhol possui vínculo com o Manchester City até 2027, o que exigiria uma rescisão antecipada ao fim da atual temporada europeia. De acordo com o jornal La Gazzetta dello Sport, Pep é o único nome que possui respaldo unânime entre torcedores, dirigentes e crítica especializada para realizar uma mudança drástica na identidade do futebol italiano.
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Caso o investimento no técnico catalão não prospere, a Federação trabalha com alternativas domésticas e conhecidas. O nome de Roberto Mancini, comandante do título da Euro 2020, surge como o favorito por sua capacidade de gestão de grupo, embora sua imagem esteja ligada ao modelo que falhou nas eliminatórias anteriores. Correndo por fora, Antonio Conte (Napoli) e Massimiliano Allegri (Milan) também figuram na lista, mas ambos enfrentam barreiras contratuais rígidas com seus respectivos clubes na Série A.
Prazo curto e pressão na Liga das Nações
A urgência por uma definição se deve ao calendário apertado da temporada de 2026. A Itália só retorna aos gramados no dia 25 de setembro, para enfrentar a Bélgica pela Liga das Nações, mas a diretoria descarta a utilização de um treinador interino até lá. O maior entrave nas negociações alternativas, especialmente com Conte, seria a postura irredutível de Aurelio De Laurentiis, presidente do Napoli, em liberar seu técnico sem uma compensação financeira astronômica. “O maior problema é óbvio: De Laurentiis. A Itália não pode se permitir ter um técnico interino até setembro”, destacou a publicação italiana.
