O técnico Carlo Ancelotti precisou intervir diretamente da beira do gramado para definir o batedor oficial no momento crucial do amistoso do Brasil em Orlando. Na vitória por 3 a 1 sobre a Croácia, nesta terça-feira, 31, o jovem Endrick sofreu pênalti aos 40 minutos da etapa final e prontamente pegou a bola para a cobrança. No entanto, uma ordem vinda do banco de reservas mudou o destino do lance, repassando a responsabilidade para Igor Thiago.
O italiano foi rápido em justificar a escolha tática e manter a hierarquia estabelecida nos treinamentos. “No jogo quem tinha que bater o pênalti era o Matheus Cunha. Ele saiu, e o Igor Thiago é muito bom cobrador. Treinamos ontem pênaltis, ele bateu bem”, esclareceu o treinador. Para o comandante, a decisão não foi um veto ao talento de Endrick, mas sim o cumprimento de uma estratégia ensaiada na segunda-feira, 30.
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Dúvidas para a lista final
A boa atuação dos jogadores que ganharam minutos no triunfo em solo americano trouxe um “problema bom” para a comissão técnica. Nomes como Igor Thiago, Léo Pereira, Danilo, Kaiki e o próprio Endrick foram destacados pelo treinador pela personalidade apresentada. “O que me deixa mais satisfeito é que os novos aproveitaram a oportunidade, obviamente aumenta a dúvida para a lista definitiva”, admitiu o técnico. Segundo ele, o desempenho coletivo foi positivo, apesar de uma queda de ritmo natural no segundo tempo, quando a Croácia equilibrou as ações com a posse de bola.
Agora, o trabalho de Ancelotti na Seleção soma 10 partidas, registrando cinco vitórias, dois empates e três derrotas. Antes da estreia oficial na Copa do Mundo, o Brasil ainda terá dois testes finais em amistosos contra Panamá e Egito.