O saldo da violência na final do Campeonato Mineiro custará caro aos cofres e ao planejamento técnico dos dois maiores clubes do estado. Nesta terça-feira, 24, as diretorias do Cruzeiro e Atlético-MG selaram uma transação disciplinar para encerrar o processo jurídico sobre a briga ocorrida em campo. O acordo prevê uma multa individual de R$ 400 mil para cada instituição, além de quatro jogos de suspensão para todos os atletas que foram expulsos durante a confusão. O pacto agora aguarda apenas a homologação oficial do Plenário do Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais (TJD-MG).
Além do prejuízo financeiro, os clubes terão de realizar campanhas sociais voltadas para a Zona da Mata e ações de conscientização contra a violência nos estádios. É importante destacar que as suspensões dos jogadores não terão impacto imediato nas competições nacionais. Segundo os termos do acordo, os atletas punidos deverão cumprir os ganchos exclusivamente no Campeonato Mineiro de 2027. A Procuradoria solicitou urgência na análise do Tribunal para que o processo seja suspenso até a validação final das sanções propostas.
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Denúncias graves e jogadores envolvidos na confusão
A denúncia original do TJD foi rigorosa, atingindo 13 jogadores do lado celeste e 12 do lado alvinegro, baseando-se em artigos que tratam de rixa e agressão física (257 e 254-A do CBJD). Entre os nomes que pegaram o gancho de quatro jogos estão estrelas como Cássio, Fagner e Matheus Henrique, pelo Cruzeiro, e Hulk, Everson e Lyanco, pelo Atlético-MG. O zagueiro atleticano Lyanco, inclusive, enfrentou acusações adicionais por cuspir em direção a um segurança rival. Até mesmo atletas que não foram citados em súmula, como Lucas Silva e Vitor Hugo, acabaram incluídos na lista de denunciados após análise de vídeo.
