A Federação Senegalesa de Futebol (FSF) declarou guerra jurídica contra a Confederação Africana de Futebol (CAF) após ter o título da Copa Africana de Nações retirado na secretaria. Nesta terça-feira, 17, a entidade continental anunciou que o Marrocos é o novo campeão do torneio, aplicando um W.O. contra os senegaleses devido à confusão ocorrida na final disputada em janeiro. Em resposta imediata, a federação confirmou que o recurso será protocolado em Lausanne, na Suíça, buscando anular o que chamaram de decisão “iníqua e sem precedentes”.
A polêmica nasceu de um lance nos acréscimos do segundo tempo, em 18 de janeiro, quando o árbitro marcou pênalti para o Marrocos. Revoltados, os jogadores de Senegal, orientados pelo técnico Pape Thiaw, chegaram a deixar o gramado e ir para o vestiário antes de retornarem para o jogo. Embora a partida tenha seguido e Senegal tenha vencido por 1 a 0 na prorrogação, a CAF aplicou o artigo 84 de seu regulamento para declarar Marrocos vencedor por 3 a 0. “A Federação iniciará, nos prazos mais breves, um procedimento de apelação perante a Corte Arbitral do Esporte”, afirmou a FSF em nota oficial.
Entenda a confusão dentro de campo
O clima esquentou quando o VAR validou uma falta de Malick Diouf em Brahim Díaz dentro da área. Antes disso, Senegal já reclamava de um gol anulado de Seck por falta em Hakimi. Após o retorno da equipe ao campo, Díaz bateu o pênalti de “cavadinha”, mas o goleiro senegalês fez a defesa. Com o empate persistindo, a decisão foi para o tempo extra, onde Pape Gueye, aos três minutos, marcou o gol que deu a vitória esportiva aos senegaleses. Para a FSF, a mudança do resultado fora das quatro linhas lança um “descrédito sobre o futebol africano” e fere a integridade da competição.
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