Gianni Infantino, presidente da Fifa, sacudiu os bastidores do futebol nesta terça-feira, 10, ao apontar a Espanha como a grande equipe a ser batida na Copa do Mundo de 2026. Em entrevista ao jornal espanhol AS, o dirigente justificou sua escolha com base na liderança da Fúria no ranking da entidade, colocando os espanhóis em um patamar de destaque para o torneio que começa em junho. A expectativa cresce à medida que o mandatário afasta preocupações sobre os conflitos armados envolvendo os Estados Unidos, garantindo que a segurança e o espetáculo estão preservados nos três países-sede.
A procura pelo Mundial na América do Norte atingiu patamares nunca antes vistos na história do esporte. Segundo o dirigente, a Fifa recebeu mais de 500 milhões de pedidos de bilhetes em apenas quatro semanas, um volume que surpreendeu até os organizadores mais otimistas. “O Mundial vai ser fantástico, fenomenal, há uma expectativa sem precedentes nos Estados Unidos, México e Canadá”, afirmou Infantino.
Ver essa foto no Instagram
Caso Prestianni
O presidente voltou a tocar em uma ferida aberta do futebol moderno: a discriminação. Infantino endureceu o tom ao comentar o episódio envolvendo Prestianni e Vinícius Júnior, reiterando que o racismo não pode ser tolerado em 2026. “No futebol, o racismo não deve ter lugar e não há qualquer desculpa para o tolerar. Tolerância zero”, declarou. Ele foi além ao sugerir punições práticas durante o jogo, defendendo que jogadores que tentarem esconder insultos racistas devem ser punidos com o cartão vermelho imediato.
Para o mandatário, o ato de tapar a boca para proferir ofensas não deve servir de escudo para impunidade. “Não vale tapar a boca, porque algo de mau estará a ser dito. Se um jogador tapa a boca e isso tem consequências racistas, deve, obviamente, ser expulso”, concluiu.
