A demissão de Hernán Crespo do São Paulo não foi uma decisão repentina. Apesar do anúncio oficial ter surpreendido parte da torcida, a diretoria já acumulava insatisfações com o trabalho do treinador há algum tempo. As informações são do ge.
Um dos primeiros episódios que gerou incômodo aconteceu na eliminação para o Athletico-PR nas oitavas de final da Copa do Brasil de 2025. Após vencer o jogo de ida por 2 a 1, o São Paulo entrou em campo com mudanças importantes na equipe titular. Crespo optou por deixar no banco o volante Marcos Antônio e o atacante André Silva, dois dos jogadores mais utilizados naquele momento. Na partida decisiva, o Tricolor acabou derrotado por 1 a 0 e foi eliminado nos pênaltis.
Outro episódio que desagradou a diretoria aconteceu recentemente, na semifinal do Paulistão contra o Palmeiras. Crespo surpreendeu ao colocar Luan como titular pela primeira vez na temporada e deixar Danielzinho, um dos destaques do time em 2026, no banco. A decisão foi justificada pelo treinador após a partida.
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“A escolha foi pelo Luan em cima das características do rival, que joga na bola longa e precisávamos de um jogador fisicamente como o Luan”, falou. Apesar da explicação, a avaliação interna foi de que a decisão prejudicou o desempenho da equipe em um jogo decisivo.
Além das escolhas dentro de campo, declarações públicas do treinador também geraram desconforto no clube. Em janeiro, Crespo mencionou a possibilidade de o São Paulo lutar contra o rebaixamento no Brasileirão: “Estamos preocupados, mas temos três rodadas, com Santos, Primavera e Ponte Preta, pode acontecer de tudo (…) Temos futuro. Mas o futuro, como eu falei, o Brasileirão, 45 pontos. Esse é o futuro.”
A fala foi considerada pessimista internamente, já que a avaliação da diretoria é de que o elenco não tem perfil para disputar a parte de baixo da tabela.
De acordo com a reportagem do ge, o dia a dia de treinamentos e a condução do trabalho também passaram a ser questionados dentro do CT da Barra Funda. A soma desses fatores acabou pesando na decisão do clube de encerrar o ciclo do treinador.
