O clima de desmanche tomou conta do Ninho do Urubu nesta terça-feira, 3, com a confirmação de que Rodrigo Caio pediu demissão do cargo de auxiliar técnico do Flamengo. A decisão, de caráter estritamente pessoal, ocorreu poucas horas após a oficialização da saída de Filipe Luís. O ex-zagueiro, que retornou ao clube em maio do ano passado para integrar a comissão permanente, entendeu que seu ciclo deveria se encerrar junto ao do treinador. Além dele, o auxiliar Ivan Palanco e o preparador físico Diogo Linhares também deixam o departamento de futebol rubro-negro.
Os bastidores da saída de Rodrigo Caio
Desde sua chegada, por um pedido direto de Filipe Luís, o ex-defensor era peça estratégica no cotidiano do CT. O profissional era o responsável direto pelo treinamento de bolas paradas, tanto defensivas quanto ofensivas, além de realizar a análise minuciosa de dados dos adversários. Em nota oficial divulgada durante a tarde, o clube confirmou o desligamento: “O Clube de Regatas do Flamengo informa que, por decisão pessoal de Rodrigo Caio, ele não integra mais a comissão técnica permanente (…). O clube agradece pela dedicação e profissionalismo”.
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A saída representa uma quebra no projeto estratégico da diretoria, que visava manter ex-atletas com histórico vencedor na estrutura fixa do clube para preservar a identidade rubro-negra. Rodrigo Caio é um dos maiores ídolos da geração recente, tendo conquistado títulos como a Libertadores, Brasileiro, Copa do Brasil e Recopa entre 2018 e 2023. Antes de assumir o cargo na comissão para substituir Daniel Alegria, ele ainda teve uma breve passagem pelo Grêmio antes de pendurar as chuteiras.
