Nesta terça-feira, 24, o presidente da CBF, Samir Xaud, garantiu que a renovação de Ancelotti entrou em sua reta final de negociações. A entidade máxima do futebol brasileiro decidiu estender o vínculo do treinador italiano até 2030, apostando em um ciclo completo de construção e resultados para garantir que o Brasil aproveite o que Xaud classifica como a “melhor matéria-prima do mundo” no banco de reservas.
Detalhes finais
O plano da CBF é evitar interrupções precoces no trabalho técnico, focando em um desenvolvimento que deixe frutos reais para o futuro. “Um ano é muito pouco para desenvolver um trabalho que deixe frutos, deixe resultados”, afirmou Samir Xaud ao explicar o motivo da longevidade do novo acordo. Segundo o mandatário, a renovação já avançou em suas bases principais e a formalização deve ocorrer nas próximas semanas. O presidente ainda fez mistério sobre o anúncio oficial: “Vamos ver, vamos ter surpresas por aí. Estamos discutindo, estamos nos detalhes finais”.
Além de segurar o comandante principal, o novo contrato abrange a permanência de peças-chave da estrutura italiana. Estão incluídos no pacote de renovação os auxiliares Paul Clement, Simone Montanaro, Mino Fulco e Francesco Mauri. A ideia é manter a engrenagem que já conhece o elenco e o funcionamento da entidade, garantindo estabilidade para os próximos anos de competições internacionais e Eliminatórias.
Para a CBF, confiar no trabalho a longo prazo é a única forma de colher os benefícios da expertise de Carlo Ancelotti. “Acredito muito no trabalho e por confiar nisso a gente iniciou a conversa de renovação”, reiterou Xaud.
Ancelotti já detém o maior salário entre técnicos de seleções no mundo, recebendo 10 milhões de euros (R$ 63,4 milhões) anuais. A renovação seguirá bases similares, focando em ajustes por metas. Além disso, o italiano tem garantido um bônus de 5 milhões de euros (R$ 31,7 milhões) caso conquiste o Hexa com o Brasil na Copa de 2026.
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