No último domingo, 22, a derrota do Tottenham no clássico do norte de Londres por 4 a 1, diante do Arsenal, escancarou a fragilidade de um elenco que parece ter perdido o rumo. Jogando em casa, os Spurs foram dominados por um rival que não vencia com tamanha superioridade na liga desde 1978, deixando o novo comandante croata indignado com a postura psicológica e física de seus atletas.
Desabafo de Igor Tudor
Conhecido pelo seu estilo direto e sem filtros, o ex-técnico de Juventus e Lazio não poupou críticas ao grupo após o apito final. Para o treinador, o confronto mostrou que o Tottenham habita um “mundo completamente distinto” das equipes de elite no momento. “A falta de confiança é muito evidente no time. Estou muito triste, muito irritado. Cada um de nós precisa se olhar no espelho e realmente começar a mudar os hábitos”, desabafou o comandante, que substituiu Thomas Frank no início deste mês mas ainda não conseguiu frear a queda livre da equipe.
O clube ocupa a 16ª colocação, apenas quatro pontos acima da zona da degola, e o desempenho é o pior da Premier League se considerarmos as últimas 12 rodadas. O time ainda não sentiu o gosto da vitória em 2026 e soma apenas dois triunfos como mandante em toda a competição. Com apenas 11 jogos restantes, a ameaça de cair para a segunda divisão pela primeira vez desde 1977 é uma possibilidade matemática que assombra os torcedores.
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Desfalques e a “final” contra o Fulham
Apesar do tom crítico, Tudor pontuou as dificuldades logísticas que encontrou ao assumir o cargo, destacando a extensa lista de lesões que o obrigou a trabalhar com apenas 13 jogadores experientes no domingo. Além disso, a ausência do capitão Cristian Romero, que cumprirá seu último jogo de suspensão na próxima rodada, agravou o cenário no clássico. Mesmo com o gol isolado de Randal Kolo Muani, que chegou a empatar a partida brevemente, o Arsenal controlou as ações e poderia ter feito um placar ainda mais elástico.
Agora, o foco total se volta para o duelo contra o Fulham, tratado internamente como uma verdadeira decisão para a sobrevivência na elite inglesa. “O jogo mostra a realidade. Eu disse aos jogadores para ficarem tranquilos e voltarem na terça-feira para recomeçarem. Trabalhar duro é o único caminho”, concluiu o técnico.
