O clima esquentou nos bastidores da Champions League após a entidade máxima do futebol europeu tirar uma peça-chave do Benfica para o duelo decisivo no Santiago Bernabéu. Nesta segunda-feira, 23, o anúncio da suspensão de Prestianni caiu como uma bomba em Lisboa, impedindo o meia-atacante de enfrentar o Real Madrid na quarta-feira, 25. A punição provisória de uma partida ocorre após acusações de comportamento discriminatório contra o brasileiro Vinicius Júnior no jogo de ida, realizado em 17 de fevereiro, no Estádio da Luz.
Em nota oficial, os Encarnados não esconderam a insatisfação com a decisão do Comitê de Controle, Ética e Disciplina da Uefa. “O Clube lamenta ficar privado do jogador enquanto o processo está ainda em investigação e irá apelar desta decisão da Uefa”, afirmou o comunicado. Apesar do recurso, o próprio Benfica admite que os prazos dificilmente permitirão que o argentino entre em campo. Mesmo contestando a atitude, o clube ressaltou seu “compromisso inabalável no combate a qualquer forma de racismo ou discriminação”, citando ídolos como Eusébio.
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Caso Vini Jr.
O caso teve início quando Vini Jr e atletas do Real Madrid acusaram o argentino de proferir insultos racistas logo após o gol da vitória espanhola por 1 a 0 em Portugal. Na ocasião, o árbitro François Letexier chegou a ativar o protocolo antirracismo da Fifa, paralisando o confronto por alguns minutos. A Uefa baseou a medida em uma violação do Artigo 14 do Regulamento Disciplinar, após relatório preliminar de um Inspetor de Ética e Disciplina.
