A idolatria de 15 anos de serviços prestados ao Benfica não foi suficiente para blindar o ex-zagueiro Luisão da face mais cruel do futebol europeu. Em um desabafo durante programa da ESPN, o brasileiro revelou que se tornou alvo de injúrias racistas por parte de torcedores do próprio clube onde é recordista de títulos. O episódio ocorreu após o ex-jogador sair em defesa de Vinícius Júnior, do Real Madrid, em um caso recente de racismo envolvendo o argentino Gianluca Prestianni.
Desabafo de Luisão
Dono de 21 troféus com a camisa encarnada, Luisão relatou que a perseguição começou logo após ele classificar Vini Jr como um “herói” na luta contra o preconceito. O ex-defensor da Seleção Brasileira, que atuou no Estádio da Luz entre 2003 e 2018, detalhou o teor das ofensas recebidas em suas plataformas digitais. “Nas redes sociais eu fui ofendido, xingado de macaco, de judas”, lamentou o ídolo, que também ouviu ameaças de que não deveria mais pisar na casa do Benfica.
Para o eterno capitão, a dor é intensificada pela forte ligação que possui com a instituição. “A camisa do Benfica é a minha segunda pele. Eu fico triste por isso: até quando a gente se posiciona por uma coisa grave, gravíssima”, questionou ele.
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Entenda o caso de Vini Jr.
O estopim para os ataques ocorreu durante um duelo da Champions League. Após marcar um gol e comemorar com sua tradicional dança, Vini Jr foi alvo de objetos arremessados pela torcida benfiquista. No gramado, o brasileiro se envolveu em uma discussão com Gianluca Prestianni e acusou o argentino de chamá-lo de “macaco”. Imagens da transmissão flagraram o jogador do Benfica cobrindo a boca com a camisa no momento da troca de insultos, o que motivou a reclamação imediata do madridista ao árbitro.
Ao comentar o episódio, Luisão exaltou a postura combativa do camisa 7 do Real Madrid, o que gerou a revolta de parte dos adeptos portugueses. “Dói na pele, você se sente sem poder fazer nada ou agir. Só espero que a Europa, que é referência na governança e no marketing, seja também referência contra o racismo”, finalizou o ex-diretor do clube.
