Em participação no podcast “10 & Faixa”, apresentado por Diego Ribas, Arrascaeta revelou que a comemoração com as mãos às orelhas, feita após marcar um gol pelo Flamengo contra o Bahia, teve como alvo a diretoria do clube em meio a um período de desgaste interno vivido em 2025.
“2025, estávamos em um momento crítico, digamos, com algumas pessoas da diretoria. E foi um gol que, foi 1 a 0, acredito que foi contra o Bahia, gol de cabeça. Foi o único gol que coloquei a mão na orelha do Riquelme (risos). E nunca mais fiz essa comemoração”, disse.
“Mas sentia nesse momento, fui convicto para esse jogo que ia fazer um gol com essa comemoração. Porque estava vendo que, não sei, estavam sendo injustos comigo em algumas coisas, e eu sentia essa necessidade. Depois você pensa (de cabeça) frio se pode agregar ou não, mas nesse momento achei que era justo fazer”, completou.
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Na época, o Flamengo conduzia negociações para renovar contratos de alguns jogadores do elenco, mas optou por congelar as conversas com Arrascaeta. Apesar do vínculo válido até o fim de 2026, o uruguaio acabou ficando em segundo plano, decisão que gerou incômodo tanto no atleta quanto em seu estafe.
Ainda durante a conversa, Arrascaeta foi questionado sobre o período mais difícil vivido no clube e apontou a temporada de 2023. Sem títulos após sete anos consecutivos levantando taças, o meia revelou que chegou a cogitar uma saída.
“A gente perdeu muitas finais, eu não conseguia corresponder dentro do campo e não me sentia bem. Você começa a se questionar se já foi momento suficiente para dar um passo e buscar novos ares”, falou.
O jogador comparou o momento com a derrota na final da Libertadores de 2021, contra o Palmeiras, e destacou que o desgaste emocional em 2023 foi ainda maior, principalmente por conta das lesões: “Depois que comecei a terapia, isso me ajudou muito dentro e fora do campo. Eu lidava com medo constante de me machucar, colocava limitações na minha cabeça que hoje, graças a Deus, já não tenho mais”.





