As dificuldades nas largadas têm sido um dos principais problemas da Audi em sua primeira temporada na Fórmula 1. Em entrevista ao podcast Na Ponta dos Dedos, do ge, Gabriel Bortoleto explicou as limitações enfrentadas pela equipe e afirmou que uma solução definitiva deve levar tempo.
Segundo o brasileiro, o carro da Audi não consegue reduzir tanto o giro do motor durante o procedimento de largada quanto outras equipes, como Ferrari e Mercedes. A limitação está relacionada ao tamanho do turbocompressor utilizado pela escuderia alemã.
“O motivo por que a gente sofre na largada é que você consegue ouvir quando assiste à Ferrari, ou aos motores da Mercedes, eles conseguem soltar a embreagem até mais agressivos do que a gente. Conseguem abaixar bastante o giro do motor. Na hora que ele sobe de giro, talvez o tamanho do turbo deles ajude e permita a eles descerem tanto de giro e depois subir, sem perder a pressão do turbo. E os caras disparam na largada”, explicou Bortoleto.
De acordo com o piloto, a Audi possui um limite para reduzir o giro do motor sem correr o risco de o carro apagar durante a largada.
“Se você assiste à nossa largada, a gente tem um limite que consegue descer de giro, desce até uma certa quantidade. Tanto que quando solta a embreagem, você nunca vê o barulho do motor caindo tanto. O motor continua ainda com o giro bem alto, mas porque a gente não consegue no momento. Então a gente precisa lidar com o problema que tem, e se desce mais do que isso, o motor literalmente morre”, acrescentou.
Bortoleto também explicou que, mesmo com os esforços da equipe para minimizar o problema, a solução definitiva não deve chegar rapidamente. O brasileiro perdeu 17 posições ao longo da temporada, considerando também as corridas sprint.
“É uma limitação que a gente tem e que tem tentado trabalhar em volta, até conseguir uma solução definitiva, mas que não é algo rápido. É um desenvolvimento de motor, demora um tempo e provavelmente nem vai ser para esse ano. Tem que ter paciência, a gente tem que tentar tirar tudo que consegue do procedimento atual. Para o futuro, tentar trazer uma evolução grande para tentar ser um dos melhores na largada. Mas isso leva tempo, desenvolvimento, dinheiro…”
A Audi, portanto, deve continuar buscando alternativas para reduzir o impacto do problema ao longo da temporada. Para Bortoleto, uma evolução mais significativa dependerá de um projeto de desenvolvimento que pode se estender para além de 2026.
