O retorno da categoria em Miami reacendeu a fúria de Max Verstappen contra as mudanças técnicas radicais previstas para a temporada de 2026. Após cinco semanas de pausa, a FIA testou os primeiros ajustes na gestão de energia dos novos motores híbridos, mas o resultado passou longe de agradar o atual campeão. Verstappen, conhecido por sua franqueza, não poupou palavras ao classificar o futuro da competição como algo distante do automobilismo de verdade, criticando duramente a dependência da potência elétrica em detrimento da combustão.
A insatisfação reside no equilíbrio dos novos motores, onde a energia elétrica e a combustão se dividem em partes iguais. Para o holandês, o sistema penaliza quem busca o limite nas curvas, resultando em uma perda de performance imediata nas retas seguintes. “O que eu disse anteriormente sobre o regulamento continua válido. Ainda não está do jeito que eu gostaria”, desabafou o piloto da Red Bull, que chegou a apelidar os futuros carros de “Fórmula E com esteroides” por considerar as ultrapassagens artificiais.
Pilotos divididos sobre o futuro da categoria
Embora a FIA tenha realizado ajustes técnicos, como a redução da recuperação de energia na classificação para 7 MJ, o ceticismo impera no paddock. Charles Leclerc admitiu um leve avanço, mas Lando Norris e Oscar Piastri reforçaram que os problemas estruturais permanecem. Para a estrela da McLaren, é inadmissível que um piloto seja punido por acelerar a fundo em todas as curvas. Enquanto isso, Piastri alertou para o perigo das diferenças de velocidade nas aproximações, ponto que a Federação tenta corrigir desde o acidente de Oliver Bearman, no Japão.
Ver essa foto no Instagram
