O reinado absoluto de Max Verstappen na Fórmula 1 enfrenta seu teste mais severo em dez anos de parceria com a Red Bull Racing. Após as três primeiras etapas do calendário de 2026, o piloto holandês somou a pífia marca de 12 pontos, configurando seu pior desempenho inicial desde que assumiu a titularidade definitiva no time austríaco. A crise não se resume apenas aos resultados na pista, mas reflete uma profunda insatisfação do tetracampeão com as novas diretrizes técnicas da categoria, que parecem ter minado a soberania da equipe taurina.
Para entender a gravidade do momento, basta olhar para o retrovisor: desde 2017, quando iniciou sua primeira temporada completa pela RBR, Max nunca havia pontuado tão pouco no arranque do campeonato. Em comparação ao ano anterior, 2025, quando acumulou 61 pontos no mesmo período, a queda de rendimento é superior a 80%. “É o pior começo desde que cheguei à equipe”, reconhece o piloto, que vê o abismo crescer em relação aos 69 pontos conquistados no início avassalador de 2023.
Críticas ao regulamento
A insatisfação do holandês tem alvo certo: o novo regulamento técnico da Fórmula 1, implementado em 2026. Verstappen, que estreou na elite em 2015, pela antiga Toro Rosso, e tornou-se o mais jovem vencedor da história no GP da Espanha, em 2016, agora lida com a frustração de um equipamento que não responde aos seus comandos. O piloto tem sido uma das vozes mais críticas às mudanças, alegando que as novas regras afetaram diretamente sua capacidade de extrair o máximo do carro nas disputas de pista.
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