O GP de Miami de F1 será o palco de uma metamorfose completa na temporada de 2026 após um mês de paralisação forçada por conflitos internacionais. Com o cancelamento das etapas do Bahrein e da Arábia Saudita, devido à guerra envolvendo EUA, Israel e Irã, as escuderias ganharam um tempo precioso e atípico para refinar seus projetos. Para Fred Vasseur, chefe da Ferrari, a prova agendada para o primeiro final de semana de maio não será apenas a próxima corrida, mas sim o início de um “novo campeonato” onde as cartas serão dadas novamente na pista.
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A pausa obrigatória permitiu que as fábricas trabalhassem em softwares e componentes aerodinâmicos que, em condições normais, demorariam meses para estrear. A Ferrari promete um pacote significativo, incluindo sua polêmica asa traseira giratória, enquanto a McLaren planeja repetir o salto de performance que deu em 2023. “Todos trarão atualizações para Miami. É por isso que eu disse que um novo campeonato começará”, afirmou Vasseur à Sky Itália. O dirigente alertou que o foco total da escuderia italiana durante o GP de Miami será pontuar alto e se manter à frente da Mercedes na tabela.
Red Bull busca milagre e Mercedes tenta otimização
Se para alguns o cenário é de otimismo, para a Red Bull Racing o clima é de urgência máxima. Após um desempenho preocupante no Japão com o instável RB22, Laurent Mekies e sua equipe de engenharia correm contra o tempo. O objetivo é usar os dados de simulador para entender as falhas fundamentais de aderência antes de Miami. Pelo lado da Mercedes, Toto Wolff também vê o evento nos Estados Unidos como um recomeço emocionante. “As equipes e os pilotos estão aprendendo a otimizar esses sistemas e Miami será o primeiro teste real dessa evolução”, destacou o chefe do time alemão.
