O clima de insatisfação no paddock atingiu o seu ápice. Após o encerramento das atividades no GP do Japão, o britânico Lewis Hamilton não mediu palavras ao criticar a exclusão dos competidores nos comitês que definem o futuro técnico da categoria. Hamilton agora assume um papel político central, uma vez que o grid demonstra uma rara unidade contra as diretrizes impostas para a temporada de 2026, sentindo-se meros coadjuvantes em um esporte onde são os protagonistas.
A principal queixa do veterano reside no fato de que as regras atuais obrigam os atletas a realizarem manobras consideradas “antinaturais”, o que eleva perigosamente os riscos na pista. “Nós, pilotos, não temos voz nem voto. Não temos poder. Não fazemos parte do comitê. Deveríamos ser ouvidos como vozes autorizadas, afinal, somos nós que arriscamos a vida em altas velocidades”, disparou o heptacampeão. Para ele, não basta que a FIA realize simulações em computadores; é vital que quem segura o volante tenha uma cadeira permanente na mesa de negociações.
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Silêncio da FIA
O manifesto do britânico converge com as recentes críticas de Carlos Sainz, evidenciando que o descontentamento não é um caso isolado. Os pilotos decidiram abandonar o silêncio para questionar um sistema que prioriza engenheiros e burocratas em detrimento da realidade prática dos circuitos. Apesar do barulho, até o momento, a FIA e a detentora dos direitos comerciais da categoria não se manifestaram sobre a criação de uma representação formal com poder deliberativo para os atletas nos conselhos técnicos.