O domínio da Red Bull parece ter encontrado um obstáculo inesperado nas curvas de alta velocidade de Suzuka nesta sexta-feira, 27. O tetracampeão mundial Max Verstappen não escondeu a frustração após encerrar as primeiras atividades de pista com um desempenho muito abaixo do habitual. O cenário é de incerteza, com o piloto relatando uma perda de tempo considerável por volta devido a falhas crônicas de equilíbrio que a equipe de Milton Keynes ainda não conseguiu decifrar.
Durante o TL1, o holandês amargou a sétima posição, ficando oito décimos atrás de George Russell e reclamando da falta de rotação do carro. No entanto, as tentativas de correção da Red Bull pioraram a situação: a subviragem inicial transformou-se em sobreviragem agressiva, jogando o piloto para o 10º lugar no TL2, 1s3 atrás do líder Oscar Piastri. “Tive duas situações opostas hoje e o problema é que basicamente nunca conseguimos acertar. Você vai de um extremo a outro”, desabafou.
A maior preocupação reside no primeiro setor da pista japonesa, onde o RB22 parece ter perdido sua identidade. Verstappen destacou que a aderência e o comportamento nas curvas de média e alta velocidade são os pontos críticos no momento. “Ainda não entendemos direito por que estamos tão atrás no setor um. Basicamente, nas curvas de média a alta velocidade. Isso é algo em que precisamos trabalhar”, explicou o piloto, visivelmente perplexo com a queda de rendimento em um circuito que costuma favorecer a aerodinâmica da equipe.
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Sem solução para a classificação
Com o treino classificatório batendo à porta, o clima na garagem austríaca é de trabalho pesado e poucas promessas. O holandês foi realista ao projetar as próximas horas antes da definição do grid. “Não acho que seja uma solução fácil da noite para o dia. Algumas coisas não estão dando certo no momento”, concluiu.
