Nesta quinta-feira, 26, Verstappen roubou a cena ao interromper o início de sua coletiva de imprensa para exigir a retirada imediata de Giles Richards, repórter do jornal The Guardian. O piloto da Red Bull foi categórico ao afirmar que não abriria a boca enquanto o profissional permanecesse no recinto. Após um breve questionamento do jornalista sobre se o motivo seria uma rusga antiga, Verstappen foi curto e grosso: “Sim. Saia”. Richards gravou o momento da expulsão e abandonou a sala para que o evento prosseguisse.
O estopim para o comportamento explosivo do piloto remete ao GP de Abu Dhabi, em dezembro do ano passado. Na ocasião, Richards questionou se o tetracampeão se arrependia de um acidente com George Russell ocorrido meses antes, no GP da Espanha, onde uma punição de 10s custou pontos que poderiam ter dado o título de 2025 ao holandês — que acabou perdendo o campeonato para Lando Norris por apenas dois pontos. Visivelmente irritado com a insistência no erro, Verstappen rebateu na época: “Você esquece todas as outras coisas que aconteceram durante a minha temporada. A única coisa que você menciona é Barcelona. No fim das contas isso faz parte das corridas”.
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Histórico de atritos com a mídia britânica
A postura defensiva de Max não é um fato isolado, mas sim parte de uma guerra declarada contra a imprensa do Reino Unido. Em 2022, o piloto já havia boicotado a Sky Sports após comentários sobre o polêmico título de 2021 contra Lewis Hamilton. Verstappen sustenta a tese de que a cobertura internacional é parcial, visto que grande parte dos veículos de comunicação da Fórmula 1 tem base na Inglaterra. “O problema na F1 é que 80 a 85% da mídia é britânica. E eu realmente senti que algumas coisas que foram escritas sobre mim não foram justas”, desabafou o piloto após conquistar seu quarto título, em 2024, no Catar.
