A Mercedes desembarca no Japão com a missão de consolidar um início de temporada avassalador que remete aos seus anos de ouro na Fórmula 1. Neste domingo, 29, a escuderia alemã busca a terceira dobradinha consecutiva no Grande Prêmio do Japão, feito que não atinge desde 2019. Com George Russell na liderança do campeonato — apenas quatro pontos à frente de Kimi Antonelli —, o time de Brackley quer manter o domínio após vitórias convincentes na Austrália e na China. O favoritismo é nítido, especialmente após a equipe garantir todas as pole positions disputadas até aqui nesta nova era da categoria.
Apesar dos números impressionantes, o comando da equipe prefere evitar qualquer clima de “já ganhou” nos bastidores. Para o chefe de equipe Toto Wolff, a complexidade da Fórmula 1 exige respeito constante aos adversários, especialmente em uma pista tão exigente quanto a japonesa. “Fizemos um começo positivo de temporada, mas é só isso. Sabemos que, no momento em que você acha que entendeu este esporte, normalmente está errado”, ponderou o dirigente. O foco da Mercedes em Suzuka será superar a Ferrari, que amarga um jejum de vitórias no circuito desde 2004, e conter o ímpeto de Max Verstappen, que busca recuperação após um abandono frustrante na última etapa.
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Honda e McLaren tentam driblar início turbulento
Enquanto a Mercedes voa baixo, outras gigantes do grid lutam contra problemas técnicos e falta de confiabilidade. A Honda, agora parceira da Aston Martin, chega à sua corrida de casa pressionada por falhas de vibração na unidade de potência que causaram abandonos de Fernando Alonso e Lance Stroll. Na McLaren, o clima também é de urgência, com Oscar Piastri tentando completar sua primeira corrida integral na temporada de 2026. Por outro lado, a Haas surge como potencial surpresa local; além da liderança do japonês Ayao Komatsu, o time ostenta uma pintura especial inspirada no Godzilla e conta com o brilho do jovem Oliver Bearman para sustentar a quarta posição no Mundial de Construtores.
