Nesta terça-feira, 24, o ex-piloto Johnny Herbert subiu o tom contra as constantes reclamações de Verstappen direcionadas ao novo regulamento técnico da categoria. O imbróglio começou após o holandês classificar as regras atuais como uma “piada” e comparar os carros a uma “Fórmula E com esteroides”, demonstrando total descontentamento com as unidades de potência que dividem o desempenho entre combustão e energia elétrica. Durante o podcast Stay on Track, Herbert foi questionado pelo campeão de 1996, Damon Hill, se o piloto da Red Bull não deveria simplesmente parar de reclamar e focar no volante.
A resposta de Herbert foi direta e sem rodeios, sugerindo que o tetracampeão precisa de um choque de realidade sobre a competitividade do esporte. “Em muitos aspectos, sim [deveria parar de falar e pilotar]. É sempre muito bom quando você está no melhor carro. É sempre um pouco mais difícil quando você não está”, disparou o veterano. Para Herbert, as críticas ignoram o fato de que o piloto ainda tem uma trajetória brilhante pela frente, com potencial para conquistar diversos outros títulos mundiais, desde que a energia gasta com o gerenciamento de baterias não se torne uma distração maior que a busca por vitórias.
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O nó técnico que aborrece o líder da Red Bull
O centro da discórdia está na arquitetura dos motores introduzidos em 2026, onde 50% da potência provém do sistema elétrico. Essa mudança transformou o gerenciamento de energia no pilar central da pilotagem moderna, algo que Max Verstappen abertamente detesta. O holandês chegou a afirmar que quem gosta do atual formato “não entende nada de corrida”, atacando diretamente a direção da FIA e os entusiastas da sustentabilidade no automobilismo.
