A Aston Martin confirmou que Jonathan Wheatley assumirá o posto de chefe de equipe, abandonando o projeto da Audi com menos de dez meses de casa. A chegada de Wheatley na Aston Martin resolve um problema imediato: permite que Adrian Newey encerre sua curta e conturbada experiência como gestor principal para focar apenas na engenharia e no desenvolvimento técnico dos carros. As informações são do portal Autosport.
A contratação de Wheatley marca um “retorno às origens” para o dirigente, cuja nova sede fica a apenas 30 quilômetros da Red Bull, onde trabalhou por duas décadas. Especula-se, inclusive, que a indicação tenha partido do próprio Newey para Lawrence Stroll, visando reeditar a parceria de sucesso que os dois construíram no time austríaco. Diferente do que vivia na Audi sob o comando de Mattia Binotto, Wheatley deve encontrar em solo britânico um campo de ação muito mais amplo e autonomia total para reestruturar o time esportivo.
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Fim da crise e o futuro incerto da Audi
A mudança ocorre menos de quatro meses após Newey ser nomeado chefe, cargo que se tornou um fardo diante da crise de desempenho e dos resultados fracos no início da temporada. Com Wheatley na Aston Martin, a equipe espera estancar o nervosismo interno e profissionalizar a gestão de topo, que vinha sendo alvo de duras críticas. Agora, a pressão se desloca para a Alemanha: resta saber se a Audi buscará um substituto de peso no mercado ou se optará por uma reorganização interna após perder um de seus principais pilares em tempo recorde.
A chegada de Wheatley acontece em um momento extremamente delicado da temporada, e o cronograma de sua estreia oficial ainda depende de cláusulas contratuais com a antiga equipe.