O GP da China entregou um dos momentos mais nostálgicos e emocionantes da história recente da Fórmula 1 ao reunir Kimi Antonelli, George Russell e Lewis Hamilton no pódio. A imagem dos três pilotos, que compartilham uma linhagem direta na equipe alemã, acompanhados pelo engenheiro Peter Bonnington (Bono), levou Toto Wolff às lágrimas. Para o chefe do time, o pódio deste domingo, 15, representou mais do que um resultado esportivo; foi o ápice de uma transição geracional que começou com a saída do heptacampeão para a Ferrari e a ascensão meteórica do jovem italiano de 19 anos.
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A presença de Bono no centro da celebração foi o fio condutor da emoção, já que o engenheiro guiou Hamilton por 11 anos antes de assumir a mentoria de Antonelli. Mesmo vestindo as cores da Ferrari, Lewis manteve a sintonia com os ex-companheiros. “Já faz algum tempo que estou na Fórmula 1, mas esse pódio agora é provavelmente um dos melhores momentos que já vivi. É raro eu ficar tão emocionado, mas esse é um desses momentos”, desabafou Wolff, que ainda brincou sobre o fato de ver Hamilton em terceiro lugar e sentir como se o time tivesse três carros na pista.
Revanche contra críticos
A vitória de Kimi Antonelli na China serviu como uma resposta contundente de Toto Wolff aos que questionaram a promoção precoce do adolescente para a vaga de Hamilton em 2025. Após uma temporada de estreia marcada por erros e oscilações, o triunfo em Xangai validou a aposta da escuderia. “Houve muitas vozes que disseram: ‘Foi um erro fazer isso’. Então, é bom ter uma pequena revanche. Mas precisamos manter os pés no chão. Daqui a duas semanas estaremos no Japão e, se ele bater, dirão que é muito jovem”, alertou o gestor.
O domínio da marca da estrela começou ainda no sábado, 14, quando Russell venceu a corrida sprint e o trio garantiu as três primeiras posições no grid de largada. Durante a festa, George Russell chegou a descer um degrau para permitir que Bono posasse exclusivamente com os dois pilotos que representam o presente e o futuro da Mercedes. Para Wolff, o vínculo com Hamilton permanece inabalável, independentemente do contrato: ao ser lembrado de que o ídolo agora é da concorrência, o austríaco foi categórico: “Ainda é nosso piloto”.
