O tetracampeão mundial Max Verstappen voltou a demonstrar forte insatisfação com os rumos da Fórmula 1. Após abandonar o GP da China, disputado em Xangai, o piloto da Red Bull fez críticas contundentes ao formato atual das corridas e às regras previstas para a temporada de 2026. Durante entrevistas concedidas depois da prova, o holandês classificou o estilo atual das disputas como “terrível“.
Max ainda afirmou que o excesso de dependência da parte elétrica das unidades de potência tem prejudicado a essência das corridas. Segundo Verstappen, o modelo cria um comportamento artificial nas ultrapassagens, gerando o que ele descreveu como um “efeito ioiô” entre os pilotos. Em sua análise, o holandês analisou que a dinâmica criada pelo uso intenso de energia elétrica nas ultrapassagens tira a naturalidade das disputas na pista.
Max chegou a comparar o cenário a um videogame, afirmando que o processo de usar impulso para ultrapassar e perder velocidade na sequência compromete a autenticidade das corridas. “É terrível. Se alguém gosta disso, então realmente não sabe o que é uma corrida de verdade. Parece Mario Kart. Você usa o impulso para ultrapassar e depois fica sem bateria, aí na reta seguinte o outro usa e passa de volta”, declarou Verstappen.
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Preocupação de Verstappen com o futuro
O piloto também revelou que as preocupações com o regulamento não são recentes. De acordo com ele, vários competidores já haviam alertado sobre possíveis problemas ainda em 2023. Na visão de Verstappen, as regras atuais apresentam falhas estruturais e podem comprometer o futuro da Fórmula 1 caso não sejam revistas.
O holandês chegou a mencionar que preferiria o retorno de motores mais tradicionais, como os antigos V8, que marcaram uma era anterior da categoria. Para o piloto da Red Bull, a categoria precisa discutir alternativas para evitar que o espetáculo perca autenticidade. Ele ainda sugeriu que muitos pilotos compartilham da mesma opinião, mas destacou que o cenário político da Fórmula 1 dificulta mudanças rápidas.
Verstappen finalizou com um alerta sobre as consequências de manter o modelo atual. “Espero que não pensem apenas em atrair público com uma ação artificial. No fim das contas, isso pode acabar arruinando o esporte”.
