A paciência da Audi chegou ao limite após Gabriel Bortoleto sequer conseguir largar para o GP da China, repetindo o drama vivido pela equipe na Austrália. O chefe da escuderia, Jonathan Wheatley, não escondeu a irritação com o cenário recorrente, classificando o episódio como “extremamente decepcionante”. A equipe alemã, que faz seu debute na Fórmula 1 em 2026, ainda tenta entender as causas exatas do problema técnico que paralisou o carro R26 do brasileiro, mas o foco interno já mudou drasticamente: a prioridade absoluta agora é a sobrevivência mecânica dos carros.
Embora o diagnóstico preciso ainda não tenha sido divulgado, Wheatley sugeriu que a falha pode ser uma repetição do que tirou Nico Hulkenberg da prova anterior. O abandono custou caro, especialmente porque a simulação da equipe indicava que ambos os pilotos poderiam ter terminado na zona de pontuação em Xangai. “Acho que foi um problema semelhante ao do Nico, mas não tenho certeza. Agora precisamos realmente nos concentrar na confiabilidade”, explicou o dirigente, que evitou dar detalhes técnicos profundos antes de uma análise completa com Mattia Binotto.
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Problemas na unidade de potência e futuro da Audi
As fraquezas da Audi ficaram expostas não apenas na quebra de Gabriel, mas também nas dificuldades de dirigibilidade enfrentadas por Hulkenberg durante a prova. O motor parece ter dificuldades em reagir prontamente em situações de retomada, o que impediu o alemão de brigar por posições melhores após um erro na parada nos boxes. “Xangai expôs claramente nossas fraquezas em várias áreas”, admitiu Wheatley.
O cenário atual da Fórmula 1, sob o novo regulamento, tem se mostrado implacável com os estreantes, mas a Audi acredita que pode reverter a situação. A equipe notou que rivais, como Carlos Sainz, da Williams, conseguiram escalar o grid aproveitando-se justamente das falhas alheias — um caminho que Bortoleto, largando em 16º, poderia ter seguido.
