O avanço dos conflitos militares no Oriente Médio colocou a cúpula da Fórmula 1 em uma corrida contra o tempo para garantir a segurança de suas próximas etapas. Nesta terça-feira, 10, relatórios internacionais indicaram que a categoria monitora de perto a viabilidade das provas programadas para abril. A incerteza sobre o GP da Arábia Saudita surge como o ponto mais crítico do calendário, já que a escalada de violência entre Estados Unidos, Israel e Irã afetou diretamente a logística de voos e a segurança das instalações na região, colocando em xeque a realização do evento em Jedda.
A situação se agravou nos últimos dias com disparos de mísseis contra uma base da Marinha dos EUA no Bahrein, além de alvos atingidos no Catar, Dubai e Abu Dhabi. Segundo informações do portal RacingNews365, a forte interrupção nas rotas aéreas internacionais é um dos principais obstáculos para o transporte de equipamentos e pessoal das equipes. Diante desse cenário, a incerteza obriga os organizadores a considerarem o adiamento ou até o cancelamento total da prova, caso as garantias de segurança não sejam restabelecidas até o próximo mês.
Ver essa foto no Instagram
Impacto no calendário oficial da F1 em 2026
A entidade máxima do automobilismo afirmou que ainda possui uma janela de tempo para anunciar a decisão final, mas o alerta é vermelho para as etapas do Bahrein e da Arábia Saudita. Se ambas as corridas forem retiradas do cronograma oficial, a temporada 2026 da Fórmula 1 passará a contar com apenas 22 Grandes Prêmios. Para os chefes de equipe, o prejuízo esportivo e financeiro seria imenso, mas a prioridade absoluta no momento é evitar a exposição de pilotos e funcionários a uma zona de guerra ativa, onde a infraestrutura local permanece sob ameaça constante.
