A crise da Aston Martin com a fornecedora Honda atingiu um ponto crítico às vésperas da abertura da temporada 2026, com a equipe planejando abandonar o GP da Austrália logo após o início. Segundo informações do site “Autosport”, a falta de confiabilidade na unidade de potência é tão severa que o time inglês cogitou não participar da prova em Melbourne, no domingo, 8. Para evitar quebras no Pacto de Concórdia e prejuízos publicitários, a estratégia atual seria colocar os carros na pista apenas para cumprir tabela e recolhê-los aos boxes após as primeiras voltas.
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Entenda a origem da crise
O cenário de instabilidade começou nos testes de pré-temporada, onde a escuderia foi a que menos acumulou quilometragem no grid. Em Barcelona, o carro só rodou no último dia de atividades; no Bahrein, os problemas persistiram, forçando encerramentos precoces das sessões. A Honda identificou que vibrações excessivas na parte de combustão estão danificando as baterias, um defeito que causou, inclusive, o abandono de Fernando Alonso nos treinos e que ainda não tem uma solução definitiva mapeada pelos engenheiros japoneses.
Diante da escassez de peças e do risco de danos maiores, a Aston Martin mobilizou um comitê de emergência em Sakura, sede da Honda. Andy Cowell, chefe de estratégias, e o projetista Adrian Newey estão em contato direto com os técnicos para tentar salvar o projeto do AMR26. A participação no GP da Austrália agora depende da regra dos 107% na classificação: caso os pilotos não atinjam o tempo mínimo, a equipe precisará de uma permissão especial dos comissários para alinhar no grid e executar o plano de retirada tática.
Futuro incerto na abertura da Fórmula 1
A situação é especialmente delicada pela entrada de novos regulamentos técnicos e de motores em 2026, além da chegada da Cadillac como 11ª equipe. O GP da Austrália, que terá largada à 1h (de Brasília) de domingo, 8, deveria marcar o início de uma era competitiva para a Aston Martin, mas o foco agora é puramente administrativo e de contenção de danos. A montadora japonesa ainda investiga se o problema reside nos componentes periféricos do carro ou na própria concepção da unidade de força.