A poucas horas da estreia da nova temporada de “Drive to Survive”, a declaração de George Russell sobre a influência de Max e Jos Verstappen caiu como uma bomba no paddock. O britânico não poupou críticas ao sugerir que a dupla utilizou rumores de uma transferência para a Mercedes como peça de xadrez para desestabilizar a gestão de Christian Horner, que acabou demitido da escuderia de Milton Keynes no dia 9 de julho de 2025.
Declaração de Russell agita o paddock
Em trechos divulgados pela Netflix, o piloto da Mercedes foi direto ao ponto sobre o funcionamento interno da rival. “Os Verstappen claramente têm muito poder nessa equipe. Eles gostam muito de manipular as situações”, disparou o piloto. Para ele, a estratégia do clã era clara: criar uma crise de governança para forçar a saída do dirigente britânico. “Me pergunto se tudo isso – o rumor sobre a chegada de Verstappen à Mercedes – é uma espécie de jogo e uma confusão, tentando pressionar a Red Bull”, teorizou Russell, expondo as tensões que culminaram no fim de uma era de duas décadas.
A queda de desempenho da Red Bull, que perdeu a liderança para a McLaren em meados de 2024, serviu de pano de fundo para o desgaste de Horner. Apesar de ter sobrevivido a investigações internas, o chefe de equipe não resistiu à pressão pública de Jos Verstappen, que chegou a prever o colapso da estrutura caso o comando não fosse alterado.
Mesmo meses após o desfecho da crise, o documentário reabre feridas em uma rivalidade que só cresce. Enquanto Horner segue sendo especulado em equipes como Haas e Aston Martin, a Red Bull tenta reencontrar o equilíbrio sob a sombra das acusações de Russell.
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