Nesta semana, o CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, afirmou que a renovação dos pilotos é um processo sólido e capaz de sustentar o interesse do público mesmo após as saídas de Lewis Hamilton e Fernando Alonso. Embora o dirigente deseje a permanência da dupla, ele enfatizou que o novo perfil dos fãs, mais jovem e conectado, já se identifica rapidamente com os talentos que estão ascendendo ao grid.
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Aposentadoria dos veteranos
A longevidade de Alonso, que completa 45 anos em julho, e de Hamilton, agora com 41, desafia o tempo. Rivais desde a temporada de estreia do inglês, em 2007, ambos enfrentam cenários distintos em 2026: enquanto Hamilton exibe otimismo com a Ferrari sob o novo regulamento, Alonso lida com as falhas mecânicas da Aston Martin na pré-temporada do Bahrein. “Não vejo eles se aposentando, para ser sincero. Eles são lutadores e provaram que, se tiverem uma boa combinação de carro e equipe, eles definitivamente lutarão por mais tempo”, analisou Domenicali.
Contudo, o gestor deixou claro que o campeonato não depende exclusivamente dos veteranos. A chegada de calouros como o brasileiro Gabriel Bortoleto (Audi), Andrea Kimi Antonelli (Mercedes) e Oliver Bearman (Haas) trouxe um novo fôlego. Para Domenicali, a renovação é impulsionada por esses nomes: “Quando trouxemos cinco novos pilotos, eles foram extremamente importantes para a geração mais jovem. É interessante ver como o público do nosso esporte está mudando”.
O grid atual conta ainda com Franco Colapinto, Isack Hadjar e Liam Lawson, nomes que representam a mudança na fã-base, com crescimento expressivo entre adolescentes e mulheres. Mesmo que os contratos de Hamilton e Alonso garantam a permanência apenas até o fim desta temporada, a expectativa é que o interesse pela categoria siga em alta. “Se isso acontecer, acho que a nova geração de pilotos vai capturar a atenção de uma forma mais rápida”, concluiu o mandatário.
