A Fórmula 1 mal começou a acelerar em 2026 e a primeira grande polêmica técnica já divide o grid. George Russell, piloto da Mercedes e figura central na Associação de Pilotos (GPDA), disparou críticas contundentes contra o novo procedimento de largada padronizado pela FIA. Segundo o britânico, as alterações eletrônicas e mecânicas estão removendo o elemento humano da fase mais crítica de um Grande Prêmio.
O novo protocolo, que visa nivelar o desempenho das embreagens e softwares de controle, foi implementado com a promessa de aumentar a competitividade. No entanto, para Russell, o efeito foi o oposto: a perda da diferenciação técnica entre os melhores largadores.
“As duas largadas que fiz esta semana foram piores do que a minha pior largada na F1. Então não acho que o que vai te fazer tropeçar será o obstáculo mais alto. Lewis, que estava em 5º, pulou para primeiro. Neste estágio então, não acho que importe o quão rápido você é. Penso que temos muito potencial abaixo de nós, mas para vencer uma corrida, vai ser preciso largar muito, muito bem. É isso que estamos tentando entender agora“, disparou Russell.
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A preocupação do piloto da Mercedes vai além da performance individual; ele aponta um risco de segurança e de justiça esportiva. Russell argumenta que o novo software pode gerar inconsistências imprevisíveis, tornando as largadas aleatórias.
Enquanto a FIA defende que a medida evita que equipes com orçamentos maiores desenvolvam sistemas de auxílio “cinzentos” (no limite da regra), outros pilotos começam a ecoar as reclamações de Russell. Nos bastidores, fala-se que a GPDA levará uma queixa formal à Comissão da F1 antes da próxima etapa europeia.
