A troca de engenheiro de Lewis Hamilton na Ferrari expôs um dos maiores desafios do heptacampeão antes da temporada 2026 da Fórmula 1. Após um ano marcado por dificuldades de adaptação, o britânico confirmou que a separação de Riccardo Adami foi uma decisão complexa, tomada às vésperas dos testes de pré-temporada no Bahrein.
Em declaração no circuito de Sakhir, Hamilton reconheceu o peso da mudança. “Foi obviamente uma decisão muito difícil de tomar. Sou muito grato por todo o esforço que ele dedicou no ano passado e pela sua paciência. Foi um ano difícil para todos nós”, afirmou. No mês passado, a Ferrari anunciou que Adami seria realocado para a função de gerente da Academia de Pilotos e Testes de Carros Anteriores.
Durante o shakedown em Barcelona, Hamilton contou com o apoio de Bryan Bozzi, engenheiro habitual de Charles Leclerc. Já a partir dos testes no Bahrein, o heptacampeão passou a trabalhar com Carlos Santi, ex-engenheiro de corrida de Kimi Räikkönen na Ferrari, em uma solução considerada temporária.
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Período de adaptação
Segundo o britânico, a indefinição sobre o engenheiro definitivo para a temporada exige flexibilidade e resiliência. “No início da temporada haverá uma mudança novamente. Trabalhar com alguém novo é isso que você precisa esperar. Seria ideal começar com pessoas com quem você já trabalhou em várias temporadas, mas, no momento, essa é a situação que temos”, explicou. “É uma situação que também me afeta, tentando fazer o melhor que posso. Estamos todos tentando fazer o melhor que podemos”, completou.
Os comentários foram feitos após o primeiro dia de testes no Bahrein, nesta quarta-feira, 11. Hamilton completou 52 voltas, marcou 1m36s433 e terminou a sessão na quarta colocação, exatamente um segundo atrás do tempo registrado por Max Verstappen.





