Desde muito pequeno, Tarso Marques não para de acelerar. Foi assim que ele começou no kart, passou pelas principais categorias do automobilismo nacional e europeu, até chegar no ápice do mundo das corridas, a Fórmula 1. O curitibano praticamente nasceu nas pistas, levado pela paixão do pai, Paulo de Tarso Marques, campeão de Turismo e da Stock Car, criador de equipes e categorias fundamentais para o desenvolvimento do esporte a motor pelo Brasil.
“Tenho fotos que eu tinha poucos meses de vida e ficava numa caixa de papelão no chão do autódromo. Meu sempre correu por hobby e o filho não tinha com que deixar ficava no canto do box. Daí ou se apaixona (pelas corridas) ou pega raiva, eu fui pro lado da paixão.”
O amor de Paulão pelos carros passou para os filhos. Thiago virou competidor, teve carreira sólida por várias categorias, principalmente a Stock, se notabilizou também como organizador. Já Tarso levou o nome da família Marques ao topo do automobilismo mundial.
“Eu fiz 4, 5 anos de kart aqui no Brasil. E depois do kart até a Fórmula 1 foi muito rapido. De F-1 eu fui o mais novo do mundo na época, andei a primeira vez com 17 anos. Não tinha nem carta de habilitação.”
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O convite para a Formula 1 é uma história à parte. Depois de passar pela F-Chevrolet, Tarso foi morar na Europa e competir na F3000. Venceu uma corrida em Estoril, lendário autódromo português, e chamou a atenção de ninguém menos que Giancarlo Minardi que o convidou para um dia de testes na sua equipe.
“Foi super especial porque apesar de não ter experiência nenhuma, eu dei 6 voltas só no meu primeiro teste e andei rápido. Aí fui para a minha primeira corrida sem treino nenhum, na Minardi, que era a pior equipe, o carro mais difícil de andar, mas eu tava realizando um sonho de estar ali. E foi justamente no Brasil minha estreia.”

Em entrevista ao SportBuzz, Tarsou Marques falou sobre as pistas que mais gosta de correr, sobre as diferenças entre as diversas categorias e das corridas inesquecíveis na carreira. Falou ainda sobre a competitividade absurda que afeta o relacionamento entre os pilotos. E do relacionamento entre ele Fernando Alonso, que viria a ser bi-campeão mundial de Fórmula 1.
“Com o Alonso que todo mundo fala que é super difícil, foi o cara que eu mais me dei bem na minha carreira inteira. Foi o cara que a gente trocou mais informaçoes, a gente passou um ano inteiro juntos. É o cara que eu tive mais proximidade e mais troquei informação. Os dois tinham plena consicência que um tinha que ganhar do outro mas era legal. Foi um relacionamento super legal e acho que somou muito pra mim e principalmente para ele.”
Confira todo o bate-papo com piloto Tarso Marques.





