A crise nos bastidores da seleção italiana ganhou um novo capítulo. Paolo Maldini e Leonardo renunciaram aos cargos na Federação Italiana de Futebol (FIGC), apenas 16 dias depois de serem anunciados pela entidade. A dupla decidiu deixar as funções de diretor de seleções e consultor após o veto à contratação de Andrea Pirlo para comandar a Azzurra.
A decisão de Maldini e Leonardo está diretamente ligada ao impedimento da chegada de Pirlo. Os dirigentes haviam avançado nas negociações com o ex-volante, mas a Federação Italiana decidiu barrar o acordo por causa da relação do treinador com uma casa de apostas russa.
Após uma reunião com a FIGC, o presidente da Liga Nacional Amadora, Giancarlo Abete, confirmou a saída dos dois ex-jogadores do Milan. O dirigente afirmou que a situação ainda poderia ser revista, mas reconheceu que a entidade precisaria reiniciar o planejamento para o próximo ciclo.
“A reunião de hoje começou com negociações com Guardiola e, posteriormente, com a recomendação de Pirlo. Depois disso, surgiram os problemas que todos conhecem, atividades desconhecidas pela Federação quando tomou esse tipo de decisão. Em seguida, veio a rejeição de Maldini e Leonardo. Vamos chamar de renúncias, mas acho que ainda não foram formalizadas”, declarou Abete.
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Federação tenta contornar crise na Azzurra
O presidente da FIGC deixou a sede da entidade sem conceder entrevistas após a reunião. Uma nova conversa está prevista para terça-feira, quando a Federação Italiana deve discutir os próximos passos diante da crise envolvendo os dirigentes.
Maldini e Leonardo foram contratados para liderar uma reformulação no futebol italiano e participaram das negociações para encontrar um novo treinador. Antes de Pirlo, a dupla tentou um acordo com Carlo Ancelotti e recebeu uma negativa de Pep Guardiola.
Thiago Motta aparece como alternativa
Com a saída de Pirlo do plano da Federação, novos nomes passaram a ser avaliados para assumir a seleção italiana. O ítalo-brasileiro Thiago Motta, de 43 anos, aparece como uma das possibilidades para comandar a Azzurra no próximo ciclo de Copa do Mundo.
O treinador está sem clube desde a saída da Juventus, em março de 2025. Antes disso, teve passagens por Genoa, Spezia e Bologna, além de defender a seleção italiana durante sua carreira como jogador.
