Thomas Tuchel afastou qualquer clima de revanche antes da semifinal da Copa do Mundo entre Inglaterra e Argentina, marcada para esta quarta-feira, 15, às 16h (de Brasília). O treinador inglês afirmou que a comissão técnica concentrou toda a preparação no desafio.
Embora reconheça o peso do confronto, o comandante da Inglaterra explicou que o passado não fez parte das conversas com o elenco. “Eu diria que isso é irrelevante, mas não tenho certeza absoluta. Os jogadores sabem muito bem o que esse confronto representa para os dois países. Quando um duelo produz tantos momentos icônicos, não dá para dizer que é apenas mais um jogo. Mas, como treinador, focamos apenas naquilo que podemos controlar”, afirmou. Em seguida, reforçou: “Não falamos sobre os acontecimentos do passado nem sobre os momentos históricos. O jogo, por si só, já é grande o suficiente.”
O treinador também destacou que, em partidas decisivas, prefere transmitir orientações simples aos atletas. Segundo ele, a Inglaterra busca disputar sua primeira final de Copa do Mundo desde o título conquistado em 1966, mas isso não representa um peso para o grupo. “Não sinto esse peso. Claro que amanhã haverá nervosismo e tensão, isso é normal em partidas como essa. O que mais gostei nos últimos dias foi ver os jogadores muito competitivos, empolgados e com muita vontade de disputar essa partida.”
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Técnico destaca influência de Messi
Ao comentar sobre a Argentina, Tuchel reservou elogios a Lionel Messi e afirmou que a equipe inglesa precisará limitar a influência do camisa 10 durante a semifinal. “Quando Messi recebe a bola, todo o movimento da equipe começa. A qualidade técnica dos passes e da construção das jogadas está no mais alto nível. Há muitas coisas com as quais precisamos nos preocupar, mas estamos aqui para impor nossa maneira de jogar e explorar nossos pontos fortes.”
O treinador ainda minimizou a possibilidade de entrar para a história como o primeiro estrangeiro a conquistar uma Copa do Mundo por outra seleção. “Não penso dessa forma. Não estabeleço esse tipo de objetivo. Apenas amo o que faço e sou grato pela oportunidade.” Antes de encerrar, ressaltou a importância do torneio para os torcedores: “É para isso que serve uma Copa: empolgar um país, unir as pessoas, fazê-las esquecer seus problemas por 90 ou 120 minutos e permitir que se sintam representadas por sua seleção. Há muito o que admirar nesta equipe da Inglaterra, e fico feliz que as pessoas enxerguem isso.”
