Federações ligadas à Uefa articulam uma candidatura de oposição a Gianni Infantino na eleição da Fifa de 2027. Durante o Congresso da Fifa, em abril, Infantino confirmou que pretende buscar um terceiro mandato à frente da entidade. No entanto, o cenário mudou após uma sequência de atritos entre a Fifa e a Uefa.
O episódio de maior repercussão ocorreu durante a Copa do Mundo de 2026, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, telefonou para Infantino solicitando a revisão da suspensão do atacante Folarin Balogun. A punição acabou sendo anulada, levando a Uefa a afirmar, em nota, que a Fifa havia “cruzado uma linha vermelha”.
Ver essa foto no Instagram
Nomes cotados
Entre os nomes analisados pelos dirigentes está Aleksander Ceferin, presidente da Uefa. Apesar do prestígio, o esloveno prefere permanecer no comando da entidade continental. Outro nome que reúne apoio de federações, como Bélgica e Polônia, é Nasser Al-Khelaifi, presidente do PSG e da Associação de Clubes Europeus (ECA). Ainda assim, segundo a rádio britânica talkSPORT, o dirigente não demonstra interesse em disputar a presidência da Fifa.
Caso Al-Khelaifi permaneça fora da corrida eleitoral, a Federação Polonesa pretende apoiar Dariusz Mioduski, proprietário do Legia Varsóvia. Além dele, dirigentes de Bósnia e Herzegovina, Noruega, Suécia, Alemanha e Espanha discutem alternativas para representar a Europa na eleição. Fora do continente, Victor Montagliani, presidente da Concacaf, também aparece entre os possíveis sucessores de Infantino, embora sua prioridade seja buscar a reeleição na confederação.
Outro dirigente citado é Patrice Motsepe, presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF). No entanto, por ser aliado de Infantino, a expectativa é de que o sul-africano aguarde até 2031, quando o atual presidente da Fifa não poderá mais disputar um novo mandato.
Apoio internacional é principal desafio
Apesar da mobilização europeia, o maior obstáculo para uma candidatura de oposição continua sendo a construção de apoio entre as demais confederações. Projetos defendidos por Infantino, como a ampliação da Copa do Mundo para 64 seleções e a realização da Copa do Mundo de Clubes a cada dois anos, contam com respaldo da CAF, da Concacaf e da Confederação Asiática de Futebol (AFC).
