A classificação da Bélgica para as quartas de final da Copa do Mundo ganhou um ingrediente extra além do placar de 4 a 1 sobre os Estados Unidos. Após a partida, jogadores belgas revelaram que a polêmica envolvendo Folarin Balogun serviu como motivação para o elenco, que se sentiu prejudicado pela decisão da Fifa de liberar o atacante norte-americano para atuar.
O meia Nicolas Raskin afirmou que o episódio criou um sentimento de união dentro do grupo e reforçou o espírito da equipe antes do confronto decisivo. “Muita coisa aconteceu fora de campo nos últimos dois dias. Havia um sentimento de injustiça dentro do elenco, e estávamos determinados a responder em campo.”
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O capitão Youri Tielemans também comentou a repercussão do caso e destacou que a melhor resposta veio dentro das quatro linhas.
“Dissemos a nós mesmos que tínhamos que reagir em campo. E foi o que fizemos.”
A provocação continuou após o apito final. Depois do quarto gol, jogadores da Bélgica comemoraram com a chamada “dança de Trump”, gesto que ganhou notoriedade durante a campanha presidencial dos Estados Unidos em 2024. Nas redes sociais, a seleção belga também ironizou a situação ao publicar uma foto de Romelu Lukaku levando a mão à orelha acompanhada da legenda “revertam isso”, em referência à tentativa norte-americana de anular a punição de Balogun.
Entenda a polêmica
O caso começou na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina. Balogun foi expulso após atingir o tornozelo de Tarik Muharemovic em uma disputa aérea. Inicialmente, o árbitro Raphael Claus não marcou a infração, mas mudou a decisão após revisão do VAR e aplicou o cartão vermelho direto, o que geraria suspensão automática para a partida seguinte.
A expulsão provocou grande repercussão nos Estados Unidos. Dirigentes, advogados e até o presidente Donald Trump pressionaram a Fifa por uma revisão da punição. A entidade decidiu suspender a execução da suspensão por um ano, com base no artigo 27 do Código Disciplinar, permitindo que o atacante atuasse diante da Bélgica.
Inconformada, a Federação Belga entrou com um recurso de emergência para impedir a presença do atacante nas oitavas de final. O Comitê Disciplinar da Fifa, porém, rejeitou o pedido ao entender que a Bélgica não tinha legitimidade para contestar a decisão. A federação ainda avalia recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS).
Mesmo com a controvérsia, a Bélgica respondeu em campo, goleou os Estados Unidos e garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Mundo, onde terá pela frente a Espanha.
