Após a derrota por 4 a 1 para a Bélgica, nesta segunda-feira, 6, em Seattle, Mauricio Pochettino lamentou os ataques recebidos após a polêmica envolvendo Balogun, mas descartou qualquer influência do episódio na eliminação dos Estados Unidos da Copa do Mundo.
O técnico criticou a repercussão da decisão da Fifa de revogar a suspensão de Balogun e lamentou os ataques relacionados ao episódio. “Quero dizer uma coisa, mas é muito pessoal. Muito frustrado e decepcionado com as pessoas. Elas deveriam compreender a situação e não misturar as coisas. Em toda essa situação, que foi algo de caráter pessoal, não acredito que isso tenha afetado o nosso desempenho. Não é uma desculpa, e não podemos usar desculpas. Simplesmente não era o nosso dia”, afirmou.
Pochettino também acrescentou: “Qual é o sentido de insultar alguém, de enviar uma quantidade enorme de mensagens ofensivas ou até ameaças? Estou muito decepcionado com muitas pessoas. Porque misturam as coisas. Colocam política no meio, falam em manipulação, questionam ética e integridade.”
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Entenda a polêmica
Balogun havia sido expulso contra a Bósnia após um lance revisado pelo VAR, com cartão vermelho aplicado pelo brasileiro Raphael Claus. Antes do duelo com a Bélgica, porém, o Comitê Disciplinar da Fifa revogou a suspensão. A decisão repercutiu após Donald Trump admitir que ligou para Gianni Infantino pedindo a liberação do atacante. O presidente da Fifa negou qualquer interferência.
Ao analisar a eliminação, Pochettino voltou a defender a utilização de Balogun e reconheceu a superioridade do adversário. “Não jogamos da maneira que deveríamos jogar nem mostramos a qualidade que temos. A Bélgica foi melhor do que nós, e é isso.”
