Carlo Ancelotti virou o principal nome da discussão após a eliminação do Brasil para a Noruega na Copa do Mundo. Com apenas 35% de posse, a Seleção registrou o pior índice da sua história no torneio desde o início do levantamento da Opta, em 1966, mesmo tendo criado mais chances claras ao longo da partida.
Questionado sobre o dado, Carlo Ancelotti afirmou que a ideia era reduzir os espaços da Noruega e controlar o impacto de Martin Odegaard e Erling Haaland. “Parecia um jogo que a equipe tinha controlado, tivemos oportunidades. Era mais complicado fazer pressão alta, porque a Noruega baixava muito Odegaard, então era um risco para a velocidade de Haaland no um contra um.”
Do outro lado, Stale Solbakken confirmou que o plano norueguês era justamente ficar com a bola para diminuir a velocidade dos ataques brasileiros. “Nosso plano era ter a posse de bola desde o começo. Queríamos uma construção mais lenta. Até erramos no começo pelo meio, por isso também substituímos (no intervalo) e trabalhamos mais pelos lados. Quando eles tinham posse, o contra-ataque era muito rápido, faziam boas jogadas pelos lados. Queríamos impedir isso através da posse.”
Além do recorde negativo na Copa do Mundo, os 35% também foram a menor posse do Brasil em 17 partidas sob o comando de Ancelotti, considerando amistosos, Eliminatórias e Mundial. Antes da derrota para a Noruega, a Seleção já havia terminado atrás do adversário em posse contra Croácia, França, Senegal e Equador. No torneio, a Fifa ainda separa uma parte da posse como “em disputa”, além do domínio efetivo de cada equipe.
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Posse de bola do Brasil sob o comando de Ancelotti
Copa do Mundo
- Brasil 1 x 2 Noruega — 35% de posse
- Brasil 2 x 1 Japão — 61% de posse
- Escócia 0 x 3 Brasil — 51% de posse
- Brasil 3 x 0 Haiti — 49% de posse
- Brasil 1 x 1 Marrocos — 46% de posse
Amistosos
- Brasil 2 x 1 Egito — 51% de posse
- Brasil 6 x 2 Panamá — 55% de posse
- Croácia 1 x 3 Brasil — 45% de posse
- Brasil 1 x 2 França — 46% de posse
- Brasil 1 x 1 Tunísia — 74% de posse
- Brasil 2 x 0 Senegal — 47% de posse
- Japão 3 x 2 Brasil — 67% de posse
- Coreia 0 x 5 Brasil — 59% de posse
Eliminatórias
- Bolívia 1 x 0 Brasil — 58% de posse
- Brasil 3 x 0 Chile — 64% de posse
- Brasil 1 x 0 Paraguai — 73% de posse
- Equador 0 x 0 Brasil — 48% de posse
