O futuro de Max Verstappen na principal categoria do automobilismo mundial está sob um imenso ponto de interrogação após declarações explosivas do piloto. O holandês de 28 anos, que dominou o esporte com quatro títulos consecutivos, não esconde mais a insatisfação com os rumos técnicos da competição. A permanência de Verstappen na Fórmula 1 parece cada vez mais improvável, especialmente após o oitavo lugar obtido no GP do Japão, neste fim de semana, onde o piloto da Red Bull admitiu abertamente que cogita abandonar o grid ao final da temporada.
O cerne da frustração do tetracampeão reside nas novas regulamentações técnicas, que focam excessivamente no gerenciamento de baterias e energia elétrica. Para o piloto, o esporte se transformou em uma “Fórmula E com esteroides”, afastando-se da essência da velocidade pura. “É realmente anti-pilotagem. Então, em um determinado momento, simplesmente não é mais o que eu quero fazer”, disparou o astro. A falta de competitividade somada ao brilho do jovem Kimi Antonelli, da Mercedes, acentuou o desânimo do veterano com o atual cenário.
Fora dos circuitos, o momento de vida do holandês é oposto ao estresse das pistas. Pai desde o ano passado, Max revelou que a vontade de passar tempo com a família e amigos tem pesado mais do que o calendário de 24 corridas. “Você pensa se vale a pena? Ou será que eu aproveitaria mais ficando em casa com minha família?”, questionou à BBC Sport. O desgaste também se manifesta na relação com a mídia; na última semana, o piloto chegou a se recusar a responder perguntas em uma coletiva até que um jornalista específico se retirasse da sala.
Ascensão de Antonelli
Enquanto o piloto da Red Bull lida com crises existenciais, o mundo vê uma troca de guarda. O italiano Kimi Antonelli, de 19 anos, venceu sua segunda prova seguida no Japão, terminando 13 segundos à frente do pelotão. Embora Max afirme que aceitaria correr no meio do grid se estivesse se divertindo, a realidade atual é de insatisfação técnica e emocional.
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