A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) oficializou que fará uma revisão estrutural nas regras da categoria após o grave susto ocorrido em Suzuka. Em comunicado divulgado neste domingo, 29, a entidade confirmou que aproveitará o hiato de abril para ajustar parâmetros técnicos que ficaram sob xeque. O estopim para a decisão foi o acidente de Bearman no GP do Japão, desencadeado por uma diferença brusca de velocidade em relação ao carro de Franco Colapinto, o que levantou discussões urgentes sobre a segurança dos novos sistemas de energia.
Na volta 22 da prova, o britânico da Haas estava a 308 km/h quando encontrou o argentino da Alpine em modo de recarga de bateria, gerando uma diferença de 45 km/h entre os bólidos. Ao tentar evitar a colisão traseira, o jovem piloto perdeu o controle na curva 13 e sofreu um impacto de 50G. De acordo com a Haas, embora tenha saído mancando e com fortes dores no joelho direito, o incidente de Bearman não resultou em fraturas, mas forçou a entrada do safety-car e gerou críticas de veteranos como Carlos Sainz, que classificou o evento como algo que era “questão de tempo”.
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A FIA explicou que o regulamento atual permite otimizações baseadas em dados reais e que reuniões com equipes e fabricantes já estão agendadas. “Tem sido uma posição consistente de todas as partes envolvidas que uma revisão estruturada ocorreria após a fase inicial da temporada”, destacou a nota oficial. O objetivo central é analisar o gerenciamento de energia para evitar novas situações de risco, garantindo que as simulações reflitam o comportamento seguro dos carros em pista.
Hiato em abril e o retorno das atividades em Miami
Com a suspensão das etapas do Bahrein e da Arábia Saudita, a Fórmula 1 terá um mês de pausa para que os engenheiros e a federação trabalhem nos ajustes necessários. O foco será garantir que a segurança continue sendo o elemento central da missão da FIA antes que os motores voltem a roncar no GP de Miami, entre os dias 1º e 3 de maio.
