Mattia Binotto, atual comandante da operação da Audi na F1, não poupou críticas à sua ex-equipe em entrevista ao jornal L’Équipe. Após quase três décadas na Ferrari, o engenheiro italiano afirmou que a estrutura da antiga casa carecia de processos básicos e aproveitou para cutucar o longo jejum de títulos do time de Frédéric Vasseur. “Por que eu faria isso [me inspirar neles]? Eles não ganham nada desde 2008”, disparou o dirigente.
Para Binotto, a grande vantagem da Audi reside na mentalidade suíça e alemã, focada em metodologias rígidas que, segundo ele, não existiam na escuderia italiana. Ele relembrou que, ao assumir o projeto, encontrou uma Sauber com infraestrutura defasada e falta de pessoal qualificado. “Na Ferrari, as coisas eram simplesmente testadas, e um plano não era necessário para o sucesso. Ao contrário da Audi, onde os planos são essenciais”, explicou o chefe de equipe, detalhando o investimento em novos simuladores e túneis de vento para tornar o time competitivo.
Bortoleto e o plano para o título mundial
Com o objetivo claro de levantar o caneco antes de 2030, a equipe já colhe frutos da nova fase. Na temporada de 2025, o time somou 70 pontos e, agora em 2026, aposta na dupla formada por Nico Hulkenberg e pelo brasileiro Gabriel Bortoleto. Mesmo com os desafios iniciais do calendário, como o shakedown em Barcelona em janeiro, a confiança segue inabalada. Bortoleto, inclusive, já garantiu os primeiros dois pontos do ano ao terminar em nono lugar no GP da Austrália.
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A meta de Binotto é transformar a “pequena e histórica” Sauber em uma potência global sob as quatro argolas. O engenheiro, que rescindiu com a Ferrari no fim de 2022 após alegar falta de confiança do presidente John Elkann, parece ter encontrado na Audi o suporte financeiro e organizacional que buscava. “O objetivo é se tornar campeão mundial um dia. Fazemos uma lista e trabalhamos nela. É simples assim”, concluiu.
